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A Cultura e a História dos Povos se Manifestam na Arte Presepista
Por Ana Lydia Giannetti


A época do Natal conserva uma das mais tradicionais representações do nascimento de Cristo, o presépio natalino, caracterizado pelo seu significado religioso e artístico.

O presépio nasceu do desejo de representar os acontecimentos narrados pela Bíblia, seus personagens e os locais em que a Natividade, o anúncio aos pastores da chegada de Jesus e a adoração dos reis magos realizaram-se.

A produção e a montagem de presépios é uma arte feita de diferentes formas e técnicas artesanais, trazendo características próprias da história de um povo e do seu local de origem. Os aspectos sócio-culturais e as matérias-primas originárias de cada região são identificadas na arte presepista.

Francisco de Assis é considerado um dos nomes significativos na arte presepista, pois promoveu o seu desenvolvimento ao montar uma encenação do Nascimento de Cristo para a comemoração do Natal na floresta de Greccio, e não dentro da Igreja, como acontecia usualmente.

Uma das características do presépio é ser instrumento utilizado para expandir o cristianismo; os franciscanos e demais religiosos iniciaram a sua propagação ao redor do mundo.

No Brasil, os colonizadores se encarregaram de trazer a arte presepista ao país e com o tempo ela foi adquirindo as características típicas e a riqueza de matérias-primas da região. O negro, o índio, a fauna, a flora e a paisagem brasileira passaram a integrar os presépios.

Cicillo Matarazzo, imigrante italiano em São Paulo, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento cultural da cidade a partir dos anos 40, através de investimentos nas artes. Uma das suas inúmeras contribuições foi trazer à São Paulo um presépio napolitano do século XVIII, que atualmente pertence ao Museu de Arte Sacra da Capital.

A tradição do presépio natalino se mantém através dos tempos e é preservada nos lares, nas igrejas e em exposições.

A realização das exposições é fundamental para o resgate e a difusão da cultura e da arte nas sociedades e, na arte presepista, a oportunidade de conhecer o habilidoso trabalho dos artesãos na representação do Nascimento de Jesus, que transformam a riqueza de personagens, matérias-primas e regiões em verdadeiras obras de arte.  

 


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