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Em Porto Rico, a empresa The Gift Company compra seus produtos, na Bolívia, a loja Viviane Bowles, no Equador, vende para La Linea, e em Miami e na Flórida, comercializa através de representantes que revendem suas peças.
O interesse de clientes estrangeiros pelo artesanato de Daniele, que produz fruteiras, centros de mesa, travessas, pratos, vasos, cinzeiros, entre outros, surgiu na participação da artesã na Gift Fair.
Quando o contato com as empresas internacionais é feito diretamente, o pagamento é em dólar e na comercialização através de representantes, em reais.
A artesã vê a exportação como forma de divulgação e valorização de produtos brasileiros. “É importante mostrar o trabalho artesanal brasileiro lá fora e, além disso, a quantidade de peças vendidas são maiores e consequentemente o lucro também”, conta Daniele.
Apesar da quantidade maior de peças comercializadas, a artesã afirma que o trabalho não se torna padronizado. “Nenhuma peça é igual à outra, cada uma é feita separadamente e pintada a mão”.
Daniele acredita na comercialização do artesanato brasileiro no exterior. “O artesão brasileiro está começando a participar do mercado externo e a crescer profissionalmente, valorizado pelo diferencial das peças e a criatividade nas matérias-primas e técnicas de confecção de produtos”, completa a artesã. |
O artesão Ricardo Ferreira faz flores, animais, enfeites de Páscoa, Natal, entre outros, em moldes de silicone. Uma de suas clientes mudou-se para os Estados Unidos e desde então passou a exportar seus produtos para continuar a atendê-la. A comercialização é feita por intermédio da família da consumidora, que mora no Brasil.
Já Marcel de Oliveira produz peças artesanais utilizando massa epox como matéria-prima. Entre suas peças estão porta-incensos, flautas, cachimbos, cigarreiras, esculturas e bruxas.
Pelo menos uma vez por ano, viaja a países da Europa para divulgar seu artesanato.
Há 5 anos recebe encomendas da Holanda, Bélgica, França, Espanha e Alemanha, e recebe em euros.
Marcel começou a vender suas peças a estrangeiros que vinham visitar o Brasil e se interessou pela possibilidade de exportar seu artesanato. “Consegui achar um caminho que ampliou as minhas vendas e que trouxe estabilidade através de encomendas que recebo durante o ano todo”, conta o artesão.
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