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O primeiro raio de sol
Texto: Elaine Hipólito

Conheça a inspiração que deu origem à linha completa de biojóias – bijuterias feitas com matéria-prima natural – assinada por Sonia da Rocha

Há  17  anos  Sonia  da Rocha mudou completamente o rumo de sua história. Deixou  de  ser manequim para casar e ir morar em Porto Seguro, na Bahia. “Fui  me  encantando com a natureza. Passeava pela praia, colhia conchas, procurava  sementes. Engravidei. Achei que fazer bijuterias com esse tipo de material seria uma ótima opção de trabalho naquele momento”, relembra.






Depois  de  um ano voltou para Barueri, interior de São Paulo, com Tainan nos  braços – denominação indígena que significa primeiro raio de sol. No coração,  a  intenção  era  usar  o  mesmo  nome nas jóias que voltaria a produzir. “Meu filho me direcionou, me trouxe toda a luz”, explica. Antes disso,  durante  quatro  anos,  Sonia  trabalhou  no comércio para ganhar experiência  em vendas. Passado esse tempo estava pronta para investir em seu  projeto  de  vida:  ser designer de biojóias – bijuterias feitas com matéria-prima natural.

Deu  certo.  Mais  uma  vez  Tainan  estava  bem  presente e iluminando o caminho. “Com cinco anos, montava jóias, fazia desenhos. Aos 12 entrou na Quanta  Academia  para  aprimorar  sua  arte”, diz Sonia. Hoje, aos 16, o adolescente  opina  na  criação das bijuterias da mãe. “Mas não dispõe de muito  tempo porque trabalha na gibiteca da escola que estuda”, justifica a artesã.

E como Sonia descreve seu processo de criação? “Me ligo na forma, na cor, na  praticidade das peças. Os colares, por exemplo, são todos ajustáveis. Posso  mover  o  tamanho deles”, responde. A artesã tem total controle de qualidade  sobre  seus produtos. “Os materiais são orgânicos, vivos. Para que não apresentem bichos, uso produtos específicos”, revela.


Os  cuidados  de Sonia não param por aí. Na confecção dos brincos utiliza aço  cirúrgico. “Ninguém é alérgico a esse material”. Segundo afirma, sua linha  de  biojóias  é ecologicamente correta. Prova disso, é o interesse que  o  Greenpeace  –  ONG defensora da natureza – tem em vender as peças deloma.  “Quando tingidas, são à base de sementes, de cascas de árvores”, complementa.

Mulungu,  emburana,  paxiubão,  olho de cabra, olho de pomba, pau brasil, casca  de  côco,  caroço  de  abacate em lascas, casca de pistache, fava, bambu  e  pedras  brasileiras tanto roladas quanto em formato de cascalho são  alguns  materiais  utilizados  pela profissional para a confecção de suas peças.

Fios naturais de buriti, fios de algodão encerados, molas, penas que caem dos bichos – papagaio, galinha-d´angola e galinha – também são bem-vindos nos  produtos  dessa  artesã.  Para ter uma biojóia assinada por Sonia da Rocha  não  é  preciso  muito.  Com apenas R$ 10,00 é possível comprar um exemplar que pode ser encontrado em lojas de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Sonia participa das feiras da Praça Benedito Calixto e do Parque Trianon. Está  em  seu  currículo uma produção inteira feita para Sig Bergamin. “O arquiteto  a  forneceu,  em 2001, para a Daslu”, diz.  As biojóias Tainan também  são  encontradas,  é  claro,  na  loja  do Greenpeace que fica no Shopping  Frei  Caneca,  rua  Frei  Caneca, 569, tel. (11) 3231-4493, São Paulo, SP.

Serviço

Sonia da Rocha, tel. (11) 4198-1694

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