Norma Tamaoki e a arte da corda seca
Texto: Ana Lydia Giannetti
Norma Lúcia Gomes Tamaoki nasceu em 1950 na Bahia, porém reside na Capital de São Paulo desde que completara 19 anos de idade.
Há 22 anos começou a pintar cerâmica para extravasar o stress do cotidiano, mas se apaixonou pelo universo das cores e não parou mais.
Estudou várias técnicas, contudo a técnica que lhe dá mais prazer em trabalhar é a Corda Seca, também conhecida como grafismo, pelo caráter do colorido brasileiro.
Acredita-se que a técnica corda seca tem origem na cultura dos Incas que fixavam capim gorduroso sobre a superfície de seus utensílios, criando desenhos. Pintava, as áreas internas com corantes naturais, extraídos da natureza, e queimavam essas peças dentro de buracos cavados no chão. O capim foi substituído por grafite, os corantes naturais por tinta esmalte e a fogueira por modernos fornos elétricos ou a gás. Mas a mágica da transformação continua a mesma.
“A arte da corda seca é coisa que se faz com prazer ou não se faz, pois o resultado final é como um pedacinho da alma que se mostra ao público e contemplar a obra finalizada é alimentar-se com o belo.”
Cadastrada na SUTACO há mais de 10 anos, passou a vender algumas peças, o que lhe ajudava a custear cursos de especialização de pintura em cerâmica.
No início, como a maioria dos artesãos paulistas, teve dificuldade em colocar sua obra no mercado, mas foi com a ajuda da propaganda “boca-boca” que ganhou o mundo.
Atualmente recebe convites para expor suas obras em diversos lugares, entre eles a Associação Atlética Banco do Brasil e o Espaço do Artista no Centro Empresarial de São Paulo.
Conta também com a autorização da família da artista modernista e também paulista, Tarsila do Amaral, para reproduzir as obras renomadas e conhecidas em todo o mundo na cerâmica.
No ano de 2002 passou a comercializar suas peças no MASP – Museu de Arte de São Paulo, não somente as reproduções de Tarsila do Amaral como também aquelas que retratam a fauna, flora e a vida do povo brasileiro. |