O “fazedor de estátuas” representa em sua arte a história de Santana de Parnaíba
Texto: Ana Lydia Giannetti
O escultor Murilo Sá de Toledo representa a história e a cultura de Santana de Parnaíba através de suas esculturas em argila, bronze e pedra.
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Murilo, que aos três anos de idade já dizia à mãe que ia ser “fazedor de estátuas”, tem entre os trabalhos realizados o Monumento aos Romeiros, em Pirapora do Bom Jesus; o Monumento em homenagem a Frei Agostinho de Jesus, em Santana de Parnaíba; o busto do empresário José Ermírio de Moraes, no Teatro Municipal em São Paulo; o busto de Mário Covas – que o tornou o escultor exclusivo da Fundação Mário Covas, com seis reproduções instaladas.
Ganhou um concurso com a escultura de Patativa do Assaré no Ceará e está terminando o Monumento aos Bandeirantes, que será colocado na entrada de Santana de Parnaíba.
Murilo trabalha no ateliê que construiu em sua chácara e atualmente produz sob encomenda. Dá aulas em Pirapora do Bom Jesus para cerca de 40 alunos que aprendem a esculpir santos para vender.
Orgulha-se de conseguir viver daquilo que gosta .”Quem quer ser artista tem que viver da arte que produz. Com dedicação, os resultados tornam-se duradouros”.
Para esculpir os bustos, Murilo revela que busca inspiração em livros que contam a vida de seus personagens, transmitindo a essência de cada uma delas nas esculturas. No Monumento aos Bandeirantes, o artesão busca mostrar a coragem e a virilidade das personalidades que marcaram a história paulista.
Seu trabalho é importante na valorização e crescimento da cidade. “Através do reconhecimento do meu trabalho, Santana de Parnaíba ganha auto-estima”, ressalta Murilo.
O trabalho de Murilo encanta pela riqueza de detalhes e pelo carinho com que produz as suas peças, representando em cada uma delas a diversidade e a riqueza sociocultural e histórica do país.
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Saiba mais sobre Santana de Parnaíba
Santana de Parnaíba está localizada no Vale do Tietê, Região Oeste da Grande São Paulo, a 35 km da capital paulista. O município se tornou conhecido como um dos centros da expansão bandeirante do século XVII.
Foi fundado em 1580 por Suzana Dias e seu filho André Fernandes, que escolheram a localização às margens do Rio Tietê, na rota de penetração dos bandeirantes rumo aos sertões de Goiás e Mato Grosso, tornando Santana de Parnaíba referência para expedições, como as de Fernão Dias Paes e Bartolomeu Bueno da Silva.
Quem visita a cidade tem a oportunidade de conhecer suas origens através do vasto patrimônio histórico e das festas tradicionais e folclóricas.
A Igreja Matriz de Sant’Anna, a Casa do Anhanguera, a Casa da Cultura “Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo”, o Monumento a Frei Agostinho de Jesus, estão entre as construções de valor arquitetônico e histórico do município.
A Oficina Escola de Artes e Ofícios traz à população da periferia um projeto sociocultural que tem por objetivo a integração e a capacitação dos jovens de 16 a 21 anos, formando mão-de-obra especializada nas técnicas de restauração.
Entre as festas tradicionais, destacam-se o Carnaval, que tem como elementos tradicionais o folclore de origem negra e os cabeções, representantes da arte popular em Santana de Parnaíba; o Drama da Paixão, grande teatro ao ar livre realizado na Sexta-feira Santa e no Sábado de Aleluia; a Festa da Padroeira Nossa Senhora Sant’Anna, em 26 de julho; e a festa de Corpus Christi, que traz a tradição de enfeitar as ruas de toda a cidade com tapetes coloridos, feitos de serragens, pó de café, cascas de ovos, e ilustrados com motivos religiosos.
O município também conserva suas raízes e os costumes locais nas feiras de artesanato realizadas no CEMIC, Centro de Memória e Integração Cultural, e na Praça 14 de Novembro, reunindo artistas plásticos e artesãos de toda a região.
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